RSES
Escala de Autoestima de Rosenberg: o que mede e como interpretar
A Escala de Autoestima de Rosenberg é um instrumento de 10 itens que mede autoestima global, entendida como o valor que a pessoa atribui a si mesma de modo geral. Cinco itens são redigidos de forma positiva e cinco de forma negativa; estes últimos têm a pontuação invertida no cálculo. A pontuação total varia de 0 a 30. Ela não é um instrumento diagnóstico: autoestima baixa não é um transtorno.
Formato: 10 itens · 5 positivos e 5 negativos (com inversão) · pontuação de 0 a 30
O que o RSES mede?
Os itens abordam a avaliação global que a pessoa faz de si: satisfação consigo mesma, percepção de ter qualidades, sensação de valor comparável à de outras pessoas, e, no sentido oposto, sentimentos de inutilidade, de fracasso e de falta de motivos para orgulho. É por isso que a escala é descrita como medida de autoestima global, e não de domínios específicos — ela não separa autoestima no trabalho, nas relações ou na aparência.
Como interpretar a pontuação do RSES
| Pontuação | Interpretação |
|---|---|
| Abaixo de 15 | Autoestima baixa |
| 15 a 25 | Autoestima média |
| 26 a 30 | Autoestima alta |
Estas faixas são convenções de uso amplamente difundidas, e não pontos de corte estabelecidos no trabalho original de Rosenberg, que propôs a escala como medida contínua. Elas servem para situar um resultado, não para classificar a pessoa. Em acompanhamento, a comparação mais informativa é com as respostas anteriores da própria pessoa.
Limitações do RSES
- Autoestima não é diagnóstico. Uma pontuação baixa descreve como a pessoa se avalia naquele momento; ela não caracteriza transtorno algum.
- A medida é sensível ao estado atual. Episódios depressivos, períodos de sobrecarga e acontecimentos recentes deslocam a pontuação, o que torna uma aplicação isolada pouco informativa.
- Os itens de redação negativa produzem um efeito de método já descrito na literatura brasileira: parte da variação observada vem da forma como o item foi redigido, e não da autoestima em si (Hutz & Zanon, 2011).
- Por medir autoestima global, o instrumento não identifica em qual área da vida a avaliação negativa se concentra — informação que costuma ser mais útil clinicamente do que o total.
- A escala é de uso livre. É descrita como de domínio público, com autorização da família de Morris Rosenberg para uso sem cobrança, exigida a citação da obra original.
Como o Emociona utiliza o RSES
No aplicativo, a RSES fica registrada com data e pode ser exportada, o que permite comparar o resultado com o período correspondente dos registros diários — sono, energia, contexto. O aplicativo não interpreta a pontuação nem atribui categoria.
Perguntas frequentes
A Escala de Rosenberg diagnostica alguma condição?
Não. Ela mede autoestima global, que não é um diagnóstico. O resultado pode compor uma avaliação clínica junto de outras informações, mas não define transtorno algum por si só.
Qual pontuação indica autoestima baixa?
A convenção mais difundida considera abaixo de 15 como autoestima baixa, de 15 a 25 média e de 26 a 30 alta, numa escala de 0 a 30. Essas faixas são convenções de uso, e não pontos de corte estabelecidos no trabalho original.
Existe versão brasileira validada?
Sim. A adaptação para o português brasileiro foi revista, validada e normatizada por Hutz e Zanon (2011), em estudo com 1.151 participantes de 10 a 30 anos, que também produziu normas por faixa etária.
Referências
- Rosenberg M (1965). Society and the adolescent self-image. Princeton, NJ: Princeton University Press — obra original em que a escala foi apresentada. Ver fonte
- Hutz CS, Zanon C (2011). Revisão da adaptação, validação e normatização da escala de autoestima de Rosenberg. Avaliação Psicológica, 10(1), 41–49 — adaptação e normas brasileiras. Ver fonte
Conteúdo escrito e revisado por Dr. Diego Tinoco, médico psiquiatra (CRM-MG 58241 · RQE 37921). Última revisão: 29/07/2026.